Copywriting: Segredos, Gatilhos Emocionais e Cartas de Vendas
academia
02/Dez/2022
25 min. de leitura
Possivelmente já ouvis-te falar do termo copywriting ou escrita persuasiva, que é basicamente um conceito de escrita que permite atingir mais facilmente um determinado objetivo. Por norma, esse objetivo passa por levar um potencial cliente a comprar um produto ou serviço que tenha para venda. A escrita persuasiva é um tema desafiante e difícil de dominar, que […]
+300 horas de conhecimento para mudar o seu negócio para melhor Aceder Já!
[ez-toc]
Possivelmente já ouvis-te falar do termo copywriting ou escrita persuasiva, que é basicamente um conceito de escrita que
permite atingir mais facilmente um determinado objetivo. Por norma, esse objetivo passa por levar um potencial cliente a comprar um produto ou serviço que tenha para venda.
A escrita persuasiva é um tema desafiante e difícil de dominar, que vai requerer muito estudo, treino e estratégia até conseguir atingir o teus objetivos.
O que é copywriting?
Copywriting é a arte de criação de textos escritos para informar, inspirar ou persuadir. Na maioria dos casos, o copywriting é usado para aumentar as vendas e conversões.
Os meios onde o copywriting é implementado, incluem cartas de vendas, posts em blogs, anúncios e publicações nas redes sociais.
Copywriting ≠ Copyright
Não confundir com copyright, que significa direitos de autor.
O que é copywriting?
Porque o copywriting é importante?
Numa era em que a luta pela atenção é cada vez maior, saber escrever corretamente e chamar à atenção do teu potencial cliente através de uma escrita inspiradora e persuasiva, é fundamental para o levar à ação e consequentemente gerar uma venda.
Quais são os benefícios do copywriting para o teu negócio?
Taxas de conversão mais altas nas páginas de venda e geração de leads
Melhorar a estrutura e o fluxo dos artigos do teu blog
Aumentar o engajamento com os teus conteúdos nas redes sociais
Fazer com que mais pessoas partilhem o teu conteúdo
Entender as necessidades e desejos do teu cliente
Etc.
Importância do copywriting
Em outras palavras: o copywriting pode melhorar quase todos os elementos do teu marketing e comunicação. Porquê? Porque em qualquer momento ou circunstância, estamos a trabalhar copywriting.
Quando escrevemos anúncios, páginas de geração de leads e/ou páginas de venda, newsletters, blogs, posts nas redes sociais, etc. Seja o que for que tenhamos que aplicar o nosso conhecimento escrito, falamos de copywriting.
Onde aplicar estratégias de copywriting?
As estratégias de copywriting e escrita persuasiva podem ser aplicadas a páginas de venda, publicações nas redes sociais, artigos do teu blog, mas não só.
Existem muitos outros locais onde aplicar este conhecimento a favor do crescimento do teu negócio.
São eles:
Scripts de vídeos de conteúdo
Se eu gravar um vídeo para o YouTube, Reels, IGTV, Facebook, Linkedin ou qualquer rede social, eu vou trabalhar com scripts de conteúdo.
Scripts de vídeos de venda
Também são copywriting porque montamos toda a narrativa de início ao fim para levar o cliente a fazer a ação que desejamos. Vamos escrever primeiro, para depois ler esse conteúdo num teleponto para gravarmos um vídeo.
Títulos de artigos do blog
Meta descrições de artigos do blog
E-mails de divulgação (conteúdo e título)
A grande maioria das pessoas manda newsletters péssimas, com títulos horrorosos, porque não planeiam o conteúdo.
Descrições de vídeos do YouTube
Descrições de episódios do podcast
Perguntas em entrevistas
Comunicados de imprensa
Texto da página “Sobre” no teu site.
O copy pode ser usado em qualquer formato
Quando falamos em copy, não falamos apenas em conteúdo escrito em texto. O texto escrito pode ser aplicado em diversos formatos, nomeadamente em vídeo, áudio, entre outros.
Segredos do copywriting
Quando falamos de copywriting, existem inúmeros segredos poucas vezes falados…
A realidade é que copywriting é a combinação de inúmeras estratégias que têm em conta não apenas a escrita, mas principalmente o cliente.
O que vamos abordar:
Sem um porquê forte, as pessoas não compram;
Ninguém quer saber de ti numa carta de vendas;
Os títulos são o mais importante;
Nunca escrevas para toda a gente;
Tem sempre em conta o modelo D.E.R.M.;
Usa e abusa das listas com pontos;
Vende o benefício, não a característica;
Testa o tempo todo.
Sem um porquê forte, as pessoas não compram!
Este é um dos mais valiosos segredos do copywriting: as pessoas não compram sem um porquê muito forte.
E isso significa escrever textos totalmente focados nesse porquê e ter um produto totalmente enquadrado com esse desejo ou necessidade.
Existem 10 grandes razões para as pessoas comprarem, são elas:
Ganhar dinheiro
Poupar dinheiro
Poupar tempo
Evitar trabalho
Evitar a dor física ou mental
Maior conforto
Receber elogios
Sentir-se mais amado(a)
Aumentar a sua popularidade
Aumentar o seu status social
Porque as pessoas compram
Em algum momento, o nosso potencial cliente vai rever-se totalmente numa ou mais destas 10 razões. Se o potencial cliente
não se encaixar em nenhuma destas razões, ele não vai comprar.
Os quatro primeiros itens da lista de porquês, são aqueles que muitas vezes os teus clientes utilizarão para justificar racionalmente uma compra.
85% de tudo aquilo que as pessoas compram é de motivo 100% emocional.
E são também aqueles que faz maior sentido utilizar recorrentemente nas tuas cartas de vendas.
Para facilitar a construção da tua narrativa, pondera responder a estas perguntas:
Quais são as 5 formas de o meu produto/serviço ajudar o meu cliente a ganhar dinheiro?
Como é que eu, o meu produto ou serviço, permite ao meu cliente poupar dinheiro na próxima semana, mês ou ano?
Quanto tempo poderei poupar ao meu cliente e o que ele poderá fazer com esse tempo extra?
O que é que o meu cliente não precisará fazer novamente depois de comprar o meu produto ou serviço? (Isso minimizará o seu esforço futuro)
O que é que o meu produto ou serviço significa para a sua vida ou negócio?
De que forma o meu produto ou serviço elimina a sua preocupação?
Quais são as 3 formas de eu, o meu produto ou serviço, ajudar o meu cliente a sentir-se mais confortável?
Ninguém quer saber de ti numa carta de vendas
As pessoas não se interessam por ti, elas interessam-se por elas próprias. Isto significa que existem determinadas palavras que precisam de ser abolidas das tuas cartas de vendas. São elas:
Eu
Mim
Meu
Minha
Nós
Nosso
Estas 6 palavras têm que ser abolidas de uma carta de vendas.
Sempre que utilizar alguma destas palavras num copy, numa carta de vendas ou num script de um vídeo, estarás a comunicar de forma errada, uma vez que a tua estratégia de comunicação está totalmente centrada em ti e não no teu cliente.
Exemplo: Em vez de comunicar “Eu quero dizer-te uma coisa” substituir por “Aqui está algo que precisas saber” ou “Existe uma coisa que precisas saber nesta situação”.
Deixa de usar uma comunicação centrada em ti mesmo, para passar a usar uma comunicação centrada no teu cliente.
Não és tu que queres dizer uma coisa ao teu cliente, é alguma coisa que o teu cliente precisa de saber.
O teu potencial cliente quer ser o herói da tua narrativa. Ele quer saber dele próprio, ele quer ver-se a atingir os resultados, ele quer que tudo esteja relacionado com ele e nunca contigo.
Troca as palavras “Eu, mim, meu, minha, nós e nosso” pelos seguintes termos:
Tu
Você
Seu
Sua
Seus
Suas
Os títulos são o mais importante no copy
A estratégia de copywriting mais importante de todas focam-se nos títulos. Os títulos, também conhecidos por headlines, são de longe o ponto mais importante da lista de tarefas de um copywriter.
Cada 8 em 10 pessoas que vê um anúncio na internet, lê o título, mas apenas 2 em 10 pessoas lêem o resto do copy.
→ Se o título não for bom, ninguém clica.
→ Se o título não for bom, ninguém lê a tua carta de vendas.
→ Se o título não for bom, ninguém assiste o teu vídeo.
→ Se o título não for bom, ninguém chega a comprar.
O propósito de um título é simples: fazer as pessoas pararem o que estão a fazer e começarem a ler (ou visualizar no caso de
vídeo) a tua mensagem.
Títulos precisam apelar à emoção, seja a partir de uma dor ou de um desejo do teu potencial cliente.
Os títulos são o mais importante.
Porquê?
Porque tudo começa num título!
→ Um anúncio, começa no título do anúncio.
→ Uma carta de vendas, começa no título da carta de vendas
→ Uma Landing Page, começa no título da Landing Page
Tudo começa com um título, e se este não for bom o suficiente, a pessoa não vai clicar, não vai ler e não vai querer saber.
Importância do título no copywriting
Nunca escrevas para toda a gente
Um produto ou serviço que é para toda a gente, não é para ninguém.
Isto acontece porque que não existe um forte apelo emocional a uma dor ou necessidade específicas, e sendo assim, a tua proposta tende a ser desvalorizada pela tua audiência.
Se estamos a dizer que é para toda a gente é porque não é assim tão especial, tão transformador, tão interessante, tão focado na pessoa, na sua necessidade e naquilo que ela precisa enquanto cliente.
Não escreva o copy para toda a gente
Outro elemento importante do copywriting é a segmentação de público. Nem todo o teu público se encontra no mesmo momento e/ou tem a mesma necessidade, razão pela qual a tua comunicação precisa ser igualmente segmentada de acordo.
3 Etapas do funil:
TOPO DE FUNIL → Se o teu potencial cliente tem conhecimento do teu produto/serviço e entendeu que ele pode satisfazer a tua necessidade/desejo, o teu título (headline) precisa de começar pelo produto.
MEIO DE FUNIL → Se o teu potencial cliente não tem conhecimento do teu produto/serviço mas tem uma necessidade/ desejo reconhecida, o teu título (headline) precisa de começar pelo desejo.
FUNDO DE FUNIL → Se o teu potencial cliente não tem conhecimento do teu produto/serviço, nem consciência real da tua necessidade/desejo, o teu título (headline) precisa de começar pelo problema e cristalizar numa necessidade específica. Tenha sempre em conta o modelo D.E.R.M.
Funil de vendas para copywriting
O modelo D.E.R.M. vem de Desejos, Expetativas, Resultados e Medos, que é o tipo de informação que precisas de ter em mãos sobre a tua Buyer Persona, ou seja, o teu potencial cliente que será impactado pela tua comunicação e acabará por comprar o teu produto ou serviço.
Quando falamos de copywriting, falamos de escrever com base nos desejos, expectativas, resultados e medos de um potencial cliente. E essa comunicação é tão mais persuasiva, quanto mais informação tens sobre esse mesmo potencial cliente.
Desejos são aquilo que o teu cliente pretende atingir. É transcendental;
“Adorava trabalhar apenas 4 horas por dia, viver na praia, ter tempo para a minha família, poder viajar pelo mundo inteiro e ainda ganhar imenso dinheiro”.
Expetativas estão relacionadas com a nivelação entre desejo e expetativas. O que é real ou não;
Aquilo que eu sei que é expetável, e aquilo que eu desejava atingir.
Resultados são aquilo que o teu cliente espera atingir e/ou o podem levar à ação (prova social);
Podem ser os resultados que o cliente quer atingir ou os resultados que eu, enquanto autoridade, lhe posso mostrar e que o podem ajudar a tomar uma decisão.
Medos são tudo aquilo que pode levar um potencial cliente a não agir (objeções).
Aquilo que tira a pessoa da zona de conforto, e quando ela sai da zona de conforto ela não compra. Complementa esta etapa com a Aula 61: Estratégia Halo para criação de Personas.
Usa e abusa das listas com pontos no teu copy
As listas com pontos (bullet-point) são uma das principais armas de copywriting. Elas ajudam na sintetização da informação, geração de curiosidade e criação de desejo.
Criar curiosidade de forma a criar pressão no potencial cliente e levá-lo a agir mais rápido;
Chamar à atenção do público para poder abordar os seus desejos (e necessidades) e com isso fazer mais vendas;
Comunicar informação importante de forma rápida e sintetizada para maximizar o teu investimento.
Ideias a explorar nas tuas listas com pontos:
Listar os benefícios;
Listar tudo o que o teu cliente irá receber;
Dar ao cliente razões para continuar a ler;
Sintetizar os pontos chave do teu vídeo;
Etc.
Faça listas com tópicos para facilitar a escrita do copy
Venda o benefício, não a característica
Quando falamos de copywriting, falamos de benefício. Aquilo que vende é o benefício ou a transformação gerada, não a característica do produto em si.
Essa é a razão pela qual a maioria das páginas de venda falha redondamente o seu objetivo de vendas.
As perguntas que precisas fazer a ti próprio na construção da tua narrativa de vendas são:
Porque é que este produto/serviço é importante para o meu cliente?
Porque é que isto interessa ao meu cliente?
Porque é que isto é um bom negócio?
Significado gera emoção.
O benefício de comprar um colchão é a melhoria da qualidade do sono, a redução de insónias, a redução de dores corporais, etc., tal como o benefício de comprar um iPhone é o status social que isso atribui ao seu detentor.
Quando alguém compra um programa de coaching, a pessoa quer comprar a transformação, não o programa em si. Porque essa transformação tem significado e significado gera emoção.
As pessoas compram emocionalmente e justificam essa decisão racionalmente.
Temos que trabalhar com base nas emoções, e as coisas têm que ter significado para o nosso cliente. Sempre que vendemos alguma coisa, temos que vender o benefício, o resultado e a transformação que o nosso cliente quer atingir ao adquirir o nosso produto ou serviço.
Copywriting é testar constantemente
Copywriting está intimamente ligado à realização de testes constantes nas tuas páginas e cartas de vendas. Haverá momentos em que nem um bom copy salva um mau produto/serviço, mas em tantas outras ocasiões, a melhoria da performance está relacionada com a melhoria da tua narrativa de vendas.
Melhorar a tua Headline: O teu título não foi bem construído, não gera curiosidade, não gera emoção, não faz a pessoa clicar? Está na altura de criar novos títulos e fazer testes.
Melhorar a tua oferta: O teu cliente entende na perfeição o que vai receber? Como o vai receber? Quando o vai
receber? Quanto vai custar?
Melhorar o motivo de compra: Existe uma razão real para o teu cliente comprar? Estás a trabalhar os gatilhos de escassez, urgência, benefício, exclusividade?
Melhorar a narrativa: O teu conteúdo está centrado em ti ou no teu potencial cliente? A narrativa de vendas tem isso em consideração?
Melhorar as listas: As tuas listas com pontos (bullet-points) geram curiosidade ou são simplesmente informação aborrecida ou demasiado técnica, que não acrescenta valor à tua carta de vendas?
Melhorar a prova social: A tua prova social gera confiança no teu potencial cliente? Existem depoimentos ou casos de estudo que comprovam o que está a tentar vender?
Tens de ter em consideração tudo isto na hora de refinar, testar e melhorar a tua página de vendas.
Copywriting: Gatilhos Emocionais
Gatilhos emocionais são expressões que geram stress, ansiedade, medo ou desejo, o que invariavelmente se traduz em ação ou inação por parte dos teus potenciais clientes. Estas expressões precisam de ser trabalhadas corretamente por forma a gerar no teu potencial cliente a sensação desejada e consequentemente, a ação desejada.
Existem diferentes tipos de gatilhos emocionais que poderás utilizar nas tuas páginas e cartas de venda:
Gatilho de escassez
Gatilho de urgência
Gatilho de autoridade
Gatilho de medo
Gatilho de proibição
Gatilho de reciprocidade
Gatilho de exclusividade
Gatilho de antecipação
Gatilho de escassez
O ser humano é movido por medo ou por desejo. O gatilho de escassez é um dos responsáveis pela ação do medo no cérebro
do potencial cliente, levando-o à ação mais rapidamente.
Toda a gente gosta de ter acesso a algo que é escasso. Que não é para toda a gente. Que não é acessível a todos. Porque isso torna essa pessoa igualmente exclusiva, e portanto, socialmente mais poderosa.
No entanto, quando trabalhamos escassez, estamos a trabalhar medo, ou seja, o medo que a pessoa tem de perder aquilo que ela quer.
Em muitos casos, isso pode aproximar a pessoa da venda, mas em muitas outras pode afastar.
Alguns exemplos práticos de escassez:
Últimas vagas disponíveis;
Restam apenas 2 unidades;
Desconto limitado a 15 unidades;
Edição limitada a 15 participantes;
Etc.
Gatilho de urgência
Para o cérebro humano, a dor da perda é muito maior do que o prazer do ganho, razão pela qual perder (quase) nunca é uma opção. É exatamente neste capítulo de perda que entra o gatilho da urgência.
Urgência pode ser definida em tempo e oportunidade, levando o teu potencial cliente a agir mais rapidamente sob pena de perder
a oportunidade.
Alguns exemplos práticos de urgência:
Promoção disponível só hoje;
Última oportunidade. Termina às 23h!;
As inscrições encerram em…
Os preços sobem em 24 horas;
Etc.
Regra geral, urgência está ligada a tempo e a oportunidade.
Gatilho de autoridade
Autoridade é dos elementos mais importantes numa página ou carta de vendas. A autoridade faz com que o teu potencial cliente se sinta mais confortável na sua tomada de decisão.
Lembra-te: As pessoas só compram na sua zona de conforto.
A autoridade é responsável por justificar racionalmente a tomada de decisão emocional do teu comprador.
Isto pode ser trabalhado a partir de prova social, dados estatísticos, casos de estudo, etc.
Alguns exemplos práticos de autoridade:
Já fiz 10 milhões de euros em vendas;
Já gerenciei mais de 20M de euros em anúncios pagos;
Os nossos 5678 clientes recomendam;
Método testado e aprovado por 459 clientes;
Tenho 10 anos de experiência prática;
O João ganhou 500K euros no primeiro ano;
6789 clientes não podem estar enganados;
Etc.
Gatilho de medo
O medo é um dos gatilhos mais nocivos e aquele que gera maior desconforto.
Vender medo não é ético, razão pela qual não o aconselhamos em nenhum momento.
O medo é das reações mais primitivas do ser humano e aquela que leva um cliente a agir em desespero e não necessariamente por se identificar com o produto ou serviço em questão.
Alguns exemplos práticos de medo:
Última chance de fazer parte;
Se não entrares, continuarás a fracassar;
Não percas esta oportunidade;
Vais ficar de fora;
Não vais querer perder;
Em 1h acabou e não volta mais;
Perdes-te;
Etc.
Gatilho de proibição
O fruto proibido é o mais apetecido. Razão pela qual tudo aquilo que é inacessível, secreto ou indisponível, gera curiosidade e desejo mais rapidamente.
O gatilho de proibição gera um sentimento de privilégio, por ter a oportunidade de ter acesso a algo que os outros não têm, que é secreto, exclusivo, inacessível ou indisponível para a maioria.
Alguns exemplos práticos de proibição:
O segredo nunca antes revelado;
Esta informação é altamente confidencial;
Poucas pessoas sabem este segredo;
Confissão de um [empreendedor]
Serviço secreto para profissionais do ramo [imobiliário]
Etc.
Gatilho de reciprocidade
Sempre que dá alguma coisa de valor a alguém, o sentimento gerado é de dívida. Commumente oferecemos um presente a alguém e essa pessoa automaticamente sente-se em dívida para connosco.
O gatilho da reciprocidade tem exatamente a ver com a criação de sentimentos de dívida no teu potencial cliente, oferecendo-lhe muito mais do que ele estava à espera.
Alguns exemplos práticos de reciprocidade:
Cupão de desconto exclusivo;
Bónus ativados na tua compra;
Ofertas incluídas na tua inscrição;
Acabas-te de ganhar este brinde;
Esta oferta é para ti;
Etc.
Gatilho de exclusividade
Sentirmo-nos especiais é um dos grandes desejos que temos enquanto seres humanos, razão pela qual devemos fazer o nosso potencial cliente sentir exatamente a mesma coisa.
A exclusividade significa poder, distinção e claro, exclusividade. E esse poder e distinção, pode ser o suficiente para levar um potencial cliente a comprar algo, apenas para que se possa distinguir-se de todos os demais.
Alguns exemplos práticos de exclusividade:
Apenas para os melhores;
Edição limitada;
Oportunidade exclusiva e limitada;
Edição limitada exclusiva;
Vais entrar num clube selecto;
Edição limitada a apenas 50 unidades;
Etc.
Esta é a grande razão pela qual os produtos de luxo funcionam tão bem. Eles trabalham na base do gatilho de exclusividade.
Gatilho de antecipação
O acesso antecipado a alguma coisa é também uma forma de exclusividade e de fazer o teu potencial clientes sentir-se especial, distinto e exclusivo.
O gatilho da antecipação gera conforto e exclusividade, o que naturalmente ajuda o teu potencial cliente a tomar uma decisão de compra mais rapidamente, caso ele se identifique com a tua proposta.
Alguns exemplos práticos de antecipação:
Seja o primeiro a ter acesso;
Oferta só para os primeiros 20 clientes;
Tenha acesso antecipado;
Ante-estreia exclusiva do nosso novo curso;
Convite exclusivo e intransmissível;
Etc.
Como estruturar uma carta de vendas numa página
A headline ou título é dos elementos mais importantes, como vimos anteriormente, pelo que deverá ter a visibilidade de acordo com essa importância. Ela deve ser a primeira coisa que o vosso potencial cliente vê quando entra na vossa página.
A headline deve também estar associada a um “porque” muito forte. Neste caso, o “porque” baseia-se em ganhar dinheiro, que é uma consequência de vender mais.
Abaixo da headline, temos a carta de vendas em vídeo, que é uma das formas de apresentar tudo aquilo que falámos, além do texto, precedida de um CTA claro e objetivo.
Headline carta de vendas em vídeo e CTA
A carta de vendas em texto pode ser uma transcrição do vídeo ou uma adaptação dessa carta de vendas em vídeo.
O texto ajuda a sintetizar as ideias chave e torná-las visuais numa página de vendas de um produto. É um dos conteúdos mais importantes, uma vez que é uma mensagem personalizada e direccionada ao potencial cliente.
É como se aquela mensagem fosse dirigida para aquela pessoa.
Mensagem personalizada
O gatilho de autoridade tem um papel importante na geração de confiança nos teus potenciais clientes, razão pela qual prova social, casos de estudo, dados estatísticos e depoimentos são tão importantes.
Mostrar resultados é importante para levar o teu potencial cliente para a tua zona de conforto, o que naturalmente o ajuda a tomar uma decisão de compra favorável muito mais facilmente.
Quando expomos os resultados que já obtivemos, estamos a sustentar a nossa narrativa.
Porquê?
Porque são dados reais, que são uma forma de mostrarmos que sabemos o que ensinamos e que podemos ajudar aquele cliente a vender mais.
Se estás a promover e a vender um evento para ensinar a vender mais, tens de mostrar que consegues vender mais!
Resultados
As listas com números (bullet-points) são uma importante ferramenta para sintetização de informação relevante, como é o caso da dor associada à tua Persona.
A dor de comunicar, adaptar, atender, vender e construir, neste caso concreto, é sintetizada na página a partir de uma lista com pontos e precedida do propósito do evento.
Eliminar dores
A clareza é das coisas mais importantes para levar um potencial cliente a comprar de ti.
E isso significa deixar claro para ele o que é o teu produto ou serviço.
Uma secção “O que é….” é muito importante para trazer essa clareza à tua comunicação e tornar o teu produto ou serviço mais facilmente entendível por parte do teu potencial cliente.
É uma forma de trazer clareza para a comunicação, explicando ao cliente exatamente o que é.
Explicação: O que é
Quando falamos de produtos ou serviços liderados por pessoas ou especialistas, é fundamental que essas pessoas dêem a cara pelo produto/serviço.
A tua apresentação é também uma forma de gerar autoridade, confiança e reconhecimento no teu potencial cliente. Foca no teu “currículo” nos resultados e não nas conquistas pessoais.
Lembra-te de que para um potencial cliente, a mensagem precisa estar focada nele e não em ti.
Isto é um gatilho de autoridade.
Gatilho de autoridade
Dependendo do tipo de produto ou serviço em questão, é fundamental mostrar ao teu potencial cliente o que ele vai receber, quando vai receber, como vai receber e quanto isso vai custar.
Neste caso concreto, sintetizámos uma boa parte do que nos comprometemos a ensinar, através de uma lista com pontos (bullet-points) extremamente importantes e relevantes, facilitando a leitura do potencial cliente.
São vários bullet-points que estruturam exatamente aquilo que nós nos comprometemos a entregar ao nosso cliente. É uma forma rápida de ele ter acesso àquela informação.
O que o seu potencial cliente vai receber
Como referido anteriormente, o teu potencial cliente precisa também saber quanto lhe vai custar o teu produto ou serviço, razão pela qual é fundamental apresentar o teu preço.
Isso ajuda a trazer clareza ao teu potencial cliente e isso é uma das melhores formas de o levar a comprar algo.
Essa transparência e assertividade facilitam muito a tomada de decisão dos teus potenciais clientes, portanto, não esconda nada.
Aquela tendência de esconder o preço e enrolar o potencial cliente sem ser direto e objetivo, não funciona.
Sê transparente na comunicação com o teu potencial cliente e diz o preço do teu produto ou serviço, sem rodeios.
Tabela de Preços
Numa carta de vendas, além de falarmos sobre as dores do potencial cliente, a solução, o valor, etc., é necessário falar também sobre o que esse cliente vai receber.
Neste caso, focamos a atenção nas razões pelas quais ele deve participar no evento e o que ele vai receber ao fazê-lo. Isso ajuda novamente a trazer clareza à mensagem e ao benefício tangível do produto em questão.
Benefício do produto
A mesma coisa acontece com uma FAQ, onde as principais dúvidas e possíveis objeções podem estar listadas e devidamente respondidas, antes mesmo do potencial cliente sequer as sentir.
Essa comunicação transparente gera confiança e essa confiança gera vendas.
Perguntas frequentes
A prova social e os depoimentos fazem com que o nível de confiança dos teus potenciais clientes aumente consideravelmente.
Passamos de uma comunicação “eu sou a pessoa certa” para uma comunicação “eles dizem que eu sou a pessoa certa”.
Quando o teu trabalho é recomendado por outras pessoas, isso gera confiança, credibilidade e autoridade junto ao teu potencial cliente.
Se ainda não tens prova social, primeiro precisas de a criar para depois a poderes utilizar como um trunfo e acrescentar valor à venda do teu produto ou serviço.
É assim que funciona.
O que dizem sobre nós
Por fim e ao longo de toda a carta de vendas, é fundamental ter chamadas para a ação, que possam materializar em vendas todo este trabalho de comunicação e persuasão com ética.
Ainda assim, todos estes elementos precisam de ser revistos com frequência, por forma a melhorar indicadores de performance, nomeadamente taxa de conversão em leads, taxa de conversão em vendas, valor médio do carrinho de compras (ACV), entre outros fatores.
Chamada para a ação
Tudo isto que falámos aqui precisa de ser revisto, afinado e aperfeiçoado constantemente para representar tanto aquilo que pretendemos comunicar como aquilo que queremos que o nosso cliente sinta quando comunicamos.